Novo layout, novo design + sobre a fic "never let me go"

quarta-feira, 4 de setembro de 2013




Oi amorzinhos, como vocês estão? Não sei se vocês perceberam, mas o blog ta de cara nova.
Bem diferente do que ele foi um dia, agora ele está de mais fácil acesso e mais agradável. Aos poucos eu estou conseguindo eliminar as falhas que o blog tinha deixando cada vez melhor pra vocês leitores.
E assim, eu também pediria para os leitores que também colaborassem deixando suas opiniões sobre o blog e tals. Sei que alguns já participam e sei que não é só uma pessoa que lê, então apareçam pra dar um oizinho que eu vou ficar muuuuuuito feliz.
E sobre a nova fic "Never let me go": Vai ser demais. Já tenho uns capítulos super bolados na minha cabeça e uns até escritos aqui, só esperando que vocês comentem para poder postar outro. Ela tem uma pegada bem diferente e pra quem não sacou ainda, ela vai ser tipo sobrenatural. Lógico que foi inspirada em uns livros que eu leio e adoro. Amo essas coisas de suspense e fantasia.
Enfim, era isso meus amores. Espero que tenham gostado do novo design do blog e espero que participem mais também.
Lembrando, mudei o user do meu tt (de novo). Agora é @fckjbfly. Mandem mentions falando se vocês tão gostando e tals. Vale criticas e elogios também.
Fiquem com Deus, beijos. xx.





Never let me go - 4° Capítulo"

domingo, 25 de agosto de 2013

"O beijo dado entre medo e emoção tem no gosto do pecado... A certeza da paixão."





Chegando ao meu armário pego minha roupa e estou prestes a entrar no vestiário pra tirar a roupa de ginastica. Mas Justin me pega e me empurra pra dentro do quartinho da limpeza e antes que eu possa se quer abrir a minha boca, ele me impede de falar.


Justin: Maya, agora eu quero saber, e saber agora, quem é você de verdade. -Ele disse com a mão sobre a minha boca e me pressionando contra a parede. Tentei morder a mão dele, mas mesmo assim ele não soltou.- Se você me prometer ficar quietinha eu prometo que deixo você falar e te solto -então eu assenti com a cabeça e ele tirou a mão da minha boca.
Maya: O QUE VOCÊ TA FAZENDO? SOCORRO, ALGUÉM ME AJ... -e ele tampou minha boca de novo e me apertou mais contra a parede-
Justin: Você disse que ia ficar quietinha, tem certeza de que você quer me ver bravo? -eu respondi negativamente com a cabeça- Então faz tudo o que eu mandar, você entendeu? -assenti e ele me soltou novamente-
Maya: Por que você tá fazendo isso? -disse choramingando
Justin: Eu quero ser legal com você, te ajudo e você me retribui sendo uma informante? O que você fez na minha casa? Colocou alguma câmera ou algo do tipo?
Maya: Justin eu não sei do que você está falando.
Justin: Ah, então você não sabe? Não sabe que descobriram onde era minha casa e invadiram enquanto eu te levava até a casa da Zoe, não sabe que quebraram tudo lá dentro e pegaram coisas importantes minhas? É isso que você está dizendo? -ele estava vermelho, irritado e com muita raiva. Seu rosto estava tão próximo ao meu, e ele falava com uma fúria, como se acreditasse que eu realmente tinha feito algo do tipo.
Maya: Justin, me desculpa. Mas eu não fiz nada disso, eu não sei do que você ta falando. -comecei a chorar desesperada. Eu estava com medo, nunca havia enfrentado uma situação daquelas. Então ele colocou a mão em meu coração e fechou os olhos e inspirou fundo.
Justin: Olha, me desculpe. Eu não sei onde eu estava com a cabeça. Eu só queria saber quem é que tinha entrado na minha casa e pegar o desgraçado. -e como em um passe de magica ele se acalmou. Simplesmente ele sabia agora que não tinha sido eu que tinha feito as coisas das qual ele me acusou. Ofegante eu disse:
Maya: Olha Justin, ta tudo bem. -eu coloquei a mão no rosto dele- Eu sei que vai dar tudo certo, você vai conseguir pegar eles ou elas. Confie em mim, mas você só não pode sair por aí assim, desse jeito todo irritado por aí acusando as pessoas 


Ele segurou a minha mão que estava no rosto dele, fechou os olhos e suspirou. E o que era medo a alguns segundos atrás, agora se tornava um calafrio subindo pela perna. E ele despertou do pequeno transe e agora seus grandes olhos cor de mel me observavam com uma intimidade que jamais alguém me olhou em toda a minha vida. Eu me sentia nua, parecia que eu não poderia esconder nada, não ali, não com ele. Meus joelhos começaram a estremecer, senti que iria cair, mas ele me apertou mais em seus braços e se eu quisesse ir a algum lugar não poderia. E sem mais, sem menos ele me beijou. Assim, de supetão, sem nada a dizer ou declarar. Apenas sentia que podia fazer o que quisesse e o que ele queria parecia o certo, talvez pra ele. De um jeito muito estranho e bizarro quando ele me beijou, pude saber tudo o que ele estava sentindo. Senti meu coração bater mais rápido junto ao dele. Senti minhas pernas formigarem e minhas mãos suarem. E seus pensamentos agora vinham em minha mente.


Segunda-Feira, 12h22. Hora do Almoço.


Enquanto Zoe almoçava eu estava escrevendo um artigo para o jornal da escola com meu lanche de lado. Pensei muitas vezes antes de contar tudo a Zoe, mas tudo parecia estar acontecendo tão rápido, era tão bizarro que decidi nem contar a ela. Não queria ela fazendo muitas perguntas, muito menos falando muito sobre esse assunto. 


Zoe: Amiga, o que aconteceu? Você ta tão calada.
Maya: Hm, minha mãe disse que está um pouco doente e eu estou preocupada, só isso. eu acho que eu vou pra casa, você pode terminar esse artigo?
Zoe: Claro querida, mande lembranças a sua mãe.


Corri pelo estacionamento o mais rápido possível. Joguei as coisa no Miata, abri a capota, soltei meus cabelos e coloquei meus óculos escuros. Eu precisava espairecer um pouco e sabia que se eu fosse para casa não conseguiria isso de jeito nenhum, então comecei a dirigir por San Francisco. Passando por uma rua eu vi uma cafeteria e estacionei o Miata. Entrando na cafeteria percebi que tinha um ambiente bem agradável.

[...]

Depois de dois pedaços de cheesecake e um copo de leite, eu estava mais que pronta para pagar e ir embora. Eu me levantei, quando um cara todo arrumado veio até mim.

- Oi. Meu nome é Riley, posso te pagar um café?
Maya: Muito prazer, eu sou a Maya. Me desculpe, mas eu já estou de saída.
Riley: Mas eu insisto, por favor.
Maya: Eu realmente não posso ficar, deveria estar na escola. Agora se me permite, tenho que ir. Tchau. Foi um prazer.


Entrei no meu carro rapidamente e dirigi até um aliviaria para comprar alguns livros. Chegando lá, senti uma grande vontade de ver alguns livros de ficção. Fuçando alguns livros em meio a uma grande pilha, eu achei  um livro chamado "O sobrenatural". Era uma especie de romance científico. E foi aquele mesmo que eu peguei. 
Eu já estava cansada e estava dirigindo de volta para casa quando eu vi um carro preto no retrovisor. Ele parecia estar me seguindo a umas 5 quadras. Eu acelerei o máximo que eu pude até alcançar um lugar em que estava cheio de carros. O sinal estava fechado e eu liguei a seta e o carro preto consequentemente também ligou. Eu comecei a ficar desesperada com isso. Só queria poder estar em casa e em segurança. Assim que o sinal abriu eu afundei o pé no acelerador voando pela avenida abaixo. E o mais indesejável dos sons surgiu: A cirene da polícia que estava bem atrás de mim. Eu parei o carro e  e a viatura parou logo atrás. Suspirei aliviada quando o carro preto passou reto por mim e pela viatura.O policial desceu da viatura e veio até a janela do meu carro.


Policial: Documento do carro. -peguei meu documento e entreguei ao guarda-
Maya: Está tudo bem? O que a de errado?
Policial: Eu que pergunto. Por que estava correndo tanto assim na avenida?
Maya: Bem, é que tinha um carro me seguindo.
Policial: Que carro?
Maya: Um preto, passou por nós a alguns segundos, você não viu?
Policial: Como? Você estava praticamente sozinha nessa avenida garota. Não tente se justificar, aqui está sua multa. -ele me entregou um papel.
Maya: Mas eu...
Policial: Nada de mas. E se quiser reclamar de novo vou te perder pra ter do que realmente reclamar.


Assim que o policial me deixou sozinha, bati com a cabeça no volante. "O que a de errado comigo hoje?" pensei comigo mesma. Fechei meus olhos e comecei a pensar. Preciso de férias, preciso de um descanso. Preciso que tudo isso acabe. Com jazz ao fundo da cena dramática, percebo que meu celular apita, indicando uma mensagem.


"Preciso te ver hoje a noite. Que tal no barzinho da rua Market, às 8h?
Te vejo lá. 
Justin"




Continua...



oi meus amores, como vocês estão? tava sentindo meio que falta de escrever, porque eu amo escrever sabe? enfim, vcs tão curtindo essa fic? essa fic vai ser bem diferente e bem interessante. espero que vcs estejam gostando, porque ainda tem muito pela frente. meu twitter vcs já sabem né? @canflyjdb. até o proximo capítulo.
beijos, xx.

"Never let me go - 3° Capítulo"

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

"Eu tenho um lado e você tem o outro. Se colocarmos juntos, teremos um ao outro."



Domingo, 11h30. Casa do Justin.


Acordei com um pouco de dor de cabeça e pensando onde eu estava e um mini flashback veio em minha mente. "Droga", praguejei em mentalmente. Eu sabia onde estava, mas não sabia onde Zoe estava, nem o que ela tinha feito com o Miata, o que me dava um pouco de desespero em pensar. Sentei na cama ainda com as pernas cobertas e olhei no chão e vi Justin, ali, deitado em um saco de dormir. Ele abriu os olhos olhando diretamente pra mim, despertando do sono e eu fiquei sem graça por estar olhando pra ele que nem idiota. Ele sorriu de um jeito diferente e se levantou devagar sem dizer nada e eu corei completamente. Ele estava só de cueca e eu queria esbravejar um "coloque uma roupa por favor", mas as palavras simplesmente não saiam de minha boca. Joguei a coberta em cima de mim e apenas observava por uma brexinha. Ele tinha um corpo espetacular, apesar de nunca ter visto muitos garotos sem camisa, definitivamente, ele sem camisa, era o melhor. Ele era tipo aqueles caras da tv, mas era muito melhor, porque era real.


Justin: Maya?
Maya: Sim? -disse cobrindo meu rosto com as mãos
Justin: Eu perguntei se você está bem.
Maya: Err... Er, bem, melhor impossível... Hm, quero dizer, não tanto. Ainda estou um pouco enjoada e com dor de cabeça -ele olhou pra mim deu um meio sorriso e arqueou a sobrancelha
Justin: Você parece um pouco confusa.
Maya: Bem... é que você.. seu... É que o efeito da bebida não passou ainda, eu acho. -abaixei o olhar e ele riu
Justin: Vou lha trazer um remédio e uma xícara de café quem sabe? Vai te fazer melhor. -ele foi em direção a cozinha


"Se o remédio fosse você, já tava dentro" disse a mim mesma em minha cabeça e ele olhou pra trás e deu outro sorriso. Ok, isso foi bem bizarro. Ou será que eu falei isso alto? Escondi minha cabeça no meio das cabretas, cheia de vergonha. Então ele voltou com um comprimido e um copo de água. Ele gesticulou "toma" com a boca, e coloquei pra dentro.


Maya: Hm, obrigada. -dei um sorriso e ele voltou pra cozinha. Quando eu ia levantar para ir ao banheiro, eu me vi vestida com um blusa dele. Meu Deus, eu não o conhecia, não sabia quem ele era e tinha a certeza que tinha errado ao confiar tanto nele ao ponto dormir em sua casa. Eu sabia que tinha algo errado, tanta beleza pra um cara tão bonzinho? Isso não acontece. Com certeza ele deve ter tentado alguma coisa, porque ela não se lembrava de ter vestido aquela camisa. Na verdade não lembrava de muita coisa, mas não conseguia nem ficar em pé na noite passada, quando mais vestir as roupas dele. Ela saiu do banheiro desesperada -Justin, você precisa me levar pra casada Zoe, agora.
Justin: Calma. Acho que foi ela que ligou hoje de madrugada no seu celular, eu disse que você estava bem e que você ia voltar pra casa dela assim que acordasse
Maya: VOCÊ O QUE? -comecei a juntar minhas roupas, muito desesperada- Vamos logo, me leve pra casa dela.
Justin: De jeito nenhum -eu arregalei os olhos. "Por favor, me ajude Deus. Esse cara é um maluco" pensei comigo mesma e ele riu- Você não vai sair daqui antes de tomar um café e se sentir melhor. -me senti ridícula depois que ele disse isso.


[...]


Eu estava sentada na cama dele assistindo tv, enquanto ele preparava o café da manhã pra mim. O cheiro estava ótimo, mesmo achando que já estava tarde demais para tomar café da manhã. Então ele trouxe uma bandeja linda, com torradas, bacon, queijo, geleia e ovos. Um copo com suco, uma xícara com café e uma jarrinha com leite. Fiquei boquiaberta.


Maya: Meu Deus, isso aqui está incrível. -passei geleia na torrada e dei uma mordida
Justin: Obrigada. -ele sorriu
Maya: Garoto, você tem um talento. Isso ta muito bom. 
Justin: Obrigada de novo -ele disse sem jeito
Maya: Hm, Justin... Preciso te perguntar uma coisa. Hm, é meio embaraçoso e eu não sei como...
Justin: Você quer saber se eu a obriguei a fazer algo que você não queria? -ele disse como se tivesse lendo minha mente
Maya: Hm, isso mesmo.
Justin: Não, mas a gente fez um sexo incrível e você que deu a ideia, então você quis isso. -eu arregalei meus olhos e fiquei de boca aberta e ele segurava o riso- Ok, isso é mentira. Brincadeira, nós não fizemos nada demais, a não ser você vomitar e eu limpar.
Maya: Ai meu Deus, mil desculpas. Você deveria ter me deixado naquela festa e...
Justin: Maya, tudo bem. Eu não me importo de ter que limpar seu vomito, pra mim é até um prazer. -nós rimos.
Maya: Posso te perguntar outra coisa?
Justin: Como você foi parar dentro da minha camisa? -eu balancei a cabeça- Você reclamava dessa roupa qu você tá vestindo, parecia tão desconfortável e você não conseguia nem ficar em pé -ele riu- Então eu coloquei uma roupa mais confortável. Mas eu não olhei, juro. -ele levantou a mão direita. Eu o encarei- Ok, eu olhei, mas não fiz nada. Pode confiar em mim -ele sorriu-


Ainda no Domingo, 12h45.


Justin estacionou o carro dele em frente da casa de Zoe e ficamos um tempo em silencio. Eu estava com o casaco dele e quando fui devolve-lo ele me impediu.


Maya: Justin, seu casaco.
Justin: Fica com ele.
Maya: Eu não posso.
Justin: Por favor, eu insisto! -ele sorriu


Eu desci do carro e dei tchau para o Justin que arrancou o carro e sumiu na rua. Vi meu Miata na frente da garagem de Zoe, todo vomitado e massageei minhas têmporas, eu não queria nem saber como eu tinha feito aquilo, nem o problema que eu ia ter. Eu bati na porta da casa de Zoe e minutos depois ela apareceu de pijama ainda. Parecia toda quebra, e assim como eu, parecia ainda bêbada.


Zoe: Entra. Meus pais não estão aqui, provavelmente num motel barato na beira da estrada transando, como fazem todas as vezes que eu vou dormir na sua casa. -ela fez cara de nojo.
Maya: Eca Zoe, não me faça imaginar essas coisas. -ela revirou os olhos.
Zoe: E aí sua vagabunda, onde você passou a noite? Eu fiquei tão preocupada e quando eu te ligo um cara atende, como assim?
Maya: Era ele Zoe, era ele.
Zoe: Ele quem, garota?
Maya: O cara da festa do pastor, ele tava na festa do Chaz ontem. Eu dormi na casa dele.
Zoe: COMO ASSIM? QUE VAGABUNDA. VOCÊS TRANSARAM?
Maya: Fala baixo garota. E não, não transamos. Na verdade eu acho que tava tão bêbada que se transasse com ele, vomitaria.
Zoe: Como assim "acho"?
Maya: Bem, não lembro de muita coisa. Mas sei que não transamos.
Zoe: Fala aí, ele é gostoso?
Maya: Zoe!? -eu ri- Sim, ele é maravilhoso -nós gargalhamos.
Zoe: Ele ainda continuou no mistério ou você dormiu na casa de um cara que nem sabe o nome?
Maya: Não, o nome dele é Justin.
Zoe: E quando vocês vão se ver de novo?
Maya: Eu não sei.


Segunda-Feira, 10h35. Aula de Educação Física


Eu e Zoe tínhamos acabado de dar cinco volta em torno do campo de futebol americano, como a treinadora havia dito e agora estávamos sentadas na arquibancada. Zoe estava quase babando enquanto os garotos treinavam e eu estava fuçando no celular dela.


Maya: Eu ainda não posso acreditar que você ficou com o Chaz e que depois ele te mandou essas mensagens, eu só queria saber o que a Hope vai fazer quando descobrir. Eu vou rir muito.
Zoe: É gatinha, não é só você que pode com as picas. Mas você tem que prometer que não vai contar nada à ela!
Maya: Por que não? Esperamos a anos por isso.
Zoe: Eu quero esfregar isso na cara dela na hora certa e... Espera, quem é aquele pitel ali?
Maya: "Pitel"? Você tá começando... 


Antes que eu possa terminar a frase Zoe vira minha cabeça para o outro lado e eu vejo alguém todo de preto entrando pelo o portão do campo de futebol. Com a cabeça  baixa, moletom acinzentado de capuz, calças apertadas em um jeans escuro e lavado. Ele chegou perto da grade da arquibancada e tirou o capuz. Um frio esquisito passou por entre meus ossos e foi como arrepio até o ultimo fio de cabelo. Justin. Ali, na minha frente. De cabelos bagunçados e o olhar fixo no meu.


Justin: Maya. Zoe.
Zoe: Eu te conheço garoto? Apesar de querer te conhecer, bem melhor no acaso, não estou interessada em falar com estranhos.
Justin: Eu não vim aqui por você, vim pela Maya? -Zoe me olhou com cara de espanto e gesticulei com a boca "é o Justin"- Nós podemos conversar Maya?
Maya: Claro, vamos lá perto do meu armário.







Continua...

Oi, depois desse tempão.

terça-feira, 20 de agosto de 2013



Oi gente, eu sei que eu parei de escrever mas foi porque eu estava viajando e com o começo das aulas não deu mais pra entrar e postar, porque tava tudo tão corrido. Mas eu vou voltar a postar essa semena, se não hoje mesmo, porque tem um capitulo aqui de Never Let Me Go no rascunho e tals. mas enfim, qualquer coisa me chamem no twitter ok?
bj, bj.

"Never let me go - 2° Capítulo"

domingo, 30 de junho de 2013

 "Um momento não é tudo… Mas você é tudo em um só momento."




Sábado, 11hrs. Vídeo locadora


Por que em San Francisco era tão difícil de se achar uma locadora? E por que quando eu achava, ela não tinha filmes bons? Eu estava com um papel meio amaçado em mãos, onde havia os nomes dos filmes que Zoe tinha selecionado para essa semana. E depois de horas procurando um dos filmes finalmente achei. Então de repente meu celular começou a tocar, e era Zoe.


Maya: Alô?
Zoe: Onde você está?
Maya: Eu tô na locadora pegando os filmes que você me pediu, louca.
Zoe: Deixe esses filmes aí e venha a minha casa, agora.
Maya: O que aconteceu? 
Zoe: Apenas venha, ok Maya?


Deliguei o telefone e toda envergonhada devolvi o filme e saí da loja. Passei na lanchonete da esquina e comprei um refrigerante, porque estava realmente muito calor e só faltei morrer ao entrar no Miata, que por sinal estava quase sem gasolina. Ao chegar na casa de Zoe a mãe dela atendeu e disse que eu podia subir. Bati na porta e entrei e me deparei com uma cena muito estranha: Zoe andando de um lado para o outro e roupas, muitas roupas jogadas no chão.


Maya: O que é isso? Parece que um furacão passou por aqui.
Zoe: Prazer, furacão. 
Maya: Que roupas são essas?
Zoe: São as roupas da minha irmã. Já que ela foi pra faculdade, decidiu aceitar Jesus e se vestir bem. E deixou todas as roupas de piriguete dela aqui - Olhei e havia uma imensidão de shorts curtos, tops e blusinhas pela cama e pelo chão do quarto de Zoe.
Maya: Era só pra isso que você me chamou aqui?
Zoe: Claro que não né lesada. Eu consegui um convite com direito a um acompanhante para a festa de um dos garotos do time de futebol da escola. Pensei que poderíamos ir e usar as roupas da minha irmã.
Maya: Ok, mas de quem é a festa.
Zoe: Não sei e não importa, porque eu consegui e nós vamos.
Maya: Como você conseguiu?
Zoe: Eu tenho meus contatos.
Maya: Desde quando? -eu ri e ela fechou a cara-
Zoe: Ok, minha mãe é amiga da mãe do garoto "dono" da festa, então a amiga da minha mãe deu um convite pra ela, pra que minha mãe me desse pra poder ir a festa.
Maya: Ok, mas não vamos. Não podemos ir.
Zoe: Por que não? Me de 3 motivos.
Maya: 1° Não conhecemos ninguém 2° Somos as odiadas e esquisitonas da escola 3°Ninguém vai nos notar.
Zoe: Olha Maya, eu te amo, você é minha melhor amiga, mas se liga. A vida é mais do que assistir filmes no sábado a noite. É mais do que aceitar ser odiada e esquisitona. É sobre cometer erros e aprender com eles, é sobre ser "a zoada", mas não ligar e ser você mesmo. Eu só quero curtir em quanto eu ainda sou adolescente, apenas isso. Só quero sentir o momento e se você não vem comigo, me desculpe, mas eu vou sozinha. -eu olhei para os meus pés, desapontada comigo mesmo. Ela tinha razão, e eu iria com ela-
Maya: Ok, não vou deixar você ir sozinha.
Zoe: Ahhhh -ela deu um gritinho estérico- Vem, vamos escolher uma roupa.


Então começou. Mergulhávamos nas pilhas de roupas e íamos selecionando o que gostávamos. Na verdade eu não gostava de muita coisa, mas Zoe me deu algumas dicas e consegui selecionar algo que era bonito e me agradasse.


Zoe: E aí, como foi a festa do pastor? -ela gargalhou-
Maya: Ah meu Deus, é mesmo. esqueci de te contar.
Zoe: O que?
Maya: O que aconteceu na festa do pastor, porra. -ela gargalhou de novo-
Zoe: O que pode ter acontecido na festa de um pastor?
Maya: Muito mais do que você possa imaginar.
Zoe: Conta logo.
Maya: Será que devo? -fiz suspense-
Zoe: Vai logo -ela jogou uma almofada em mim-
Maya: Por incrível que pareça tinha muita gente da nossa escola lá na casa dele. Eles tomaram a sala e colocaram música pra dançar.
Zoe: Arg, não deveria ter levado a pulguenta da tuts no veterinário ontem -Ele apertou uma blusa que estava na mão dela- E aí, era só isso?
Maya: Não. Tinha um cara...
Zoe: Ah meu Deus, Ah meu Deus.
Maya: Vai me deixar contar ou não?
Zoe: Desculpa.
Maya: Então, ele parecia ser bem mais velho e nunca tinha visto ele antes. Ele definitivamente não é do SFHS.
Zoe: Então?
Maya: Ele ficou me olhando e depois me chamou pra dançar.
Zoe: AAAAAAAAAAAAAAAH, eu não acredito -a essa altura ela já estava pulando e gritando-
Maya: De começo eu achei que era pegadinha do povinho da escola, mas ele disse que não.
Zoe: E como era o nome dele? 
Maya: Na verdade ele não quis me dizer.
Zoe: Hmm, um amante misterioso? Que excitante.
Maya: Cala a boca vai, Zoe. Mas foi tudo tão clichê que eu quase ri sozinha e me lembrei de você.
Zoe: Como assim clichê?
Maya: A gente dançou uma música romântica, mas como eu não sabia dançar ele me fez pisar nos pés dele pra dançar.
Zoe: Sério? -ela gargalhou pela terceira vez- Mas que brega.
Maya: Eu sei, mas passei a noite inteira pensando nele. Talvez nunca mais o veja.
Zoe: Já sei o que vamos fazer o próximo sábado. Procurar seu amante -eu ri e taquei a almofada nela-


Ainda sábado, 20h30.


Eu já havia ligado pra minha mãe e dito que eu ia a uma festa com a Zoe e que depois dormiria na casa dela. Agora meu olhos estavam fechados, enquanto Zoe me maquiava. Quando eu abri os olhos estava com uma sombra preta bem forte, uma batom vermelho e um pouquinho de blush.


Maya: Que isso? Eu tô parecendo uma puta.
Zoe: Você está linda, olhe no espelho. -eu estava com uma botinha, um short e uma blusinha caída- Agora é só você fazer isso -ela tirou o clip do meu cabelo e meu cabelo foi solto. Os cachos caíram sobre meus ombros, eu odiava aqueles cachos- Parece uma princesa.
Maya: Não exagera vai -abracei ela- Então que hora é a festa?
Zoe: 20hrs.
Maya: O QUE? VAMOS LOGO, JÁ SÃO 20h30.
Zoe: Os descolados não chegam na hora. Vai parecer que estamos desesperadas ou sem nada pra fazer.
Maya: Das duas opções, as duas estão certas.
Zoe: Mas ninguém precisa saber, né?! -ela deu um tapa de leve em mim-

Já era mas ou menos umas 21h15, quando eu estacionei o Miata a duas quadras da festa. Joguei a chave pra Zoe porque eu não tinha bolsos para guarda-la. Entramos e tava tudo muito insano. A casa estava lotadissima, as luzes apagadas. Eu e Zoe fomos até a cozinha, que era o único comodo de luz acesa e pegamos umas bebidas. Tomei o primeiro gole de desceu rasgando, depois de engolir comecei a tossir.


Maya: O que é isso?
Zoe: Vodka Maya, vodka.
Maya: Que troço forte -cof cof- mas é muito bom. -terminei meu copo e peguei outro.-


Era tão engraçado como os garotos paravam pra falar com a gente pelas nossas roupas curtas e 1kg de maquiagem. Normalmente eles nem sabem que nós existimos. Começamos a conversar com alguns caras e eles nos levaram pra pista pra dançar um pouco. Tinha um DJ na sala, tocando umas músicas muito boas. Já era meu 5° copo de vodka e eu estava perdendo a sanidade. Eu estava me acabando naquela pista de dança, o que me deu um pouco de dor de cabeça, então decidi ir pra cozinha pouco pra respirar. E foi a aí que eu o vi. O garoto da noite anterior. O que eu vi na casa do pastor. O que eu dancei.


Maya: Ora, ora ora. O que fazes aqui? -ele se virou e deu um meio sorriso-
-Olá Maya-
Maya: Pera, como você sabe meu nome? -as palavras saiam emboladas, efeito da bebida-
-Nem queira saber. E você, o que faz aqui?
Maya: Tô só curtindo.
-Pois é, estou vendo. Por falar nisso, você está linda.
Maya: Você garotos são todos iguais. Decotes e roupas curtas sempre agradam vocês.
-Quer saber, ainda prefiro suas roupas normais.
Maya: E eu duvido. Vem cá, você não quer me falar seu nome não? Chega desse mistériozinho bobo.
-Justin, meu nome é Justin.
Maya: Hm, bonito nome. E o que um cara sensual de nome bonito como você faz na festa de um cara do colegial?
Justin: Cara sensual de nome bonito? Você acha isso?
Maya: Sim, mas você nunca saberia se não fosse pelo efeito da bebida.
Justin: Santa vodka hein. -ele disse e eu gargalhei alto-
Maya: Então, vai responder minha pergunta ou não?
Justin: É que eu e aquele cara ali -apontou pra um loiro- somos velhos amigos do Chaz.
Maya: Chaz? Essa casa é do Chaz?
Justin: Sim, ela é. Por que?
Maya: Ai meu Deus, ele é namorado da minha irmã.
Justin: Você tem irmã?
Maya: Não, é só uma vagabunda que é filha do cara que casou com a minha mãe.
Justin: E daí? -ele deu um gole na bebida dele-
Maya: E daí que ela é uma inferno na minha vida e se me ver aqui vou ser zoada o resto do ano.
Justin: Maya, só relaxa ok?
Maya: Shiiii -coloquei meu dedo na boca dele de forma desajeitada- Vamos dançar antes que eu me arrependa de ter vindo.


Eu já não sabia o que estava fazendo, só sabia que queria dançar e me acabar de tanto beber. Puxando o Justin para sala pra podermos dançar um pouco peguei um whisky na mão de alguém, e realmente não estava me reconhecendo. Justin tinha me dito que não sabia, mas mesmo assim continuei insistindo, disse que era só se mexer um pouco e lá estávamos nós, dançando de novo.



Narração


Maya não sabia o que fazia, só sabia que se arrependeria de duas coisas na manhã seguinte: de ter feito tanta coisa fora do comum e de não poder fazer um pouco mais. Ela pulava, se mexia, descia até o chão, tudo com o bendito copo de whisky na mão. Ela cheirava bebida de longe, o seu cabelo estava encharcado pois pular com o copo na mão não foi a melhor ideia que ela já teve. Justin já havia parado de dançar, agora apenas observava Maya de longe, fumando um cigarro. Ele não acreditava que depois de tanto tempo tinha encontrado sua doce Maya, tinha esperado por isso praticamente os últimos 15 anos e agora tinha se tornado realidade.
Enquanto Maya dançava viu o garoto loiro vestido todo de preto se aproximar de Justin então parou de apenas observou. O garoto sussurrou algo no ouvido dele e Justin apenas olhou de canto pro garoto, tragou o cigarro e balançou a cabeça positivamente. Ele andou em direção a Maya.


Justin: Maya, hm, eu vou embora.
Maya: Fica mais, por favorrrrr -ela soluçou-
Justin: Nossa, você ta muito bêbada.
Maya: Eu sei, por isso eu quero que você fique.
Justin: Não dá.
Maya: Por fav... -ela caiu no chão-
Justin: Ok, eu te levo pra casa então.


Justin colocou o braço no ombro de Maya e saiu da festa andando. Eles estavam indo até o até o carro de Justin quado Maya avistou seu Miata vermelho, correu até ele e pulou no capô do carro.


Maya: Meu carro, meu carrinho. -quando ela disse isso, depois a única coisa que conseguiu foi vomitar-
Justin: Ok, vamos logo -Justin pegou ela e colocou dentro de seu carro- Onde é sua casa?
Maya: Não me lembro.
Justin: Ai meu Deus -ele passou a mão na testa- ok, vou te levar pra minha casa então.


Domingo, 02h45 da manhã. Casa do Justin.


Maya passava mal, coisa que nunca tinha passado antes. Ela estava jogada no sofá da sala do Justin enquanto ele preparava um café bem forte. Do sofá, Maya observava o quão a casa de Justin era bonita. Tinha uns quadros antigos na parede, no qual ela ficou encantada. E assim percebeu a grande burrada que tinha feito. Ela não conhecia Justin, não sabia nada sobre ele. Ele podia muito bem ser um estripador maluco, e ao pensar isso o medo tomou conta de seu corpo. Mas o que podia fazer? Ela não podia nem andar sozinha que caia no chão. Justin entrou na sala com uma chicara de café.


Justin: Beba, vai te fazer melhor.
Maya: Obrigada -assim que ela bebeu, correu pro banheiro para vomitar mais-
Justin: Ok, você precisa dormir um pouco. Vem eu te mostro minha cama -ouvindo essas palavras ela se afastou dele-
Maya: Eu não vou dormir com você. se você fizer algo, chamo o policia.
Justin: Não seja boba, não vou fazer nada com você. E outra, você não consegue nem ficar de pé sozinha, como vai chamar a policia? -Justin puxou ela para o quarto arrumou os lençóis e ela deitou- Essa roupa parece desconfortável, vou pegar algo pra você vestir -Ele entrou em uma porta que tinha no quarto e depois saiu com uma camiseta preta e grande dele- Você pode vesti-la -ele deu a camiseta a ela e saiu do quarto. Maya pegou a camiseta para poder vestir e assim que levantou da cama, cambaleou um pouco e caiu no chão- Ok, vou te ajudar a vestir -Justin disse entrando no quarto-
Maya: Saí pra lá, não quero que você me veja sem roupa.
Justin: Não vou olhar, te juro. -ele deitou ela na cama e tirou seus sapatos, depois o short e por ultimo a blusa- Ok, eu olhei, obvio. Mas não vou fazer nada com você. Pode confiar -ele passou as mãos na perna dela.
Maya: Ei, achei que não ia fazer nada.
Justin:Desculpe, força do habito. -pegou a blusa preta e vestiu nela. Puxou o lençou e a coberta e a cobriu. Trouxe um cesto pra dentro do quarto- Caso você passe mal, pode vomitar aqui -ele sorriu-
Maya: Ei, Justin... Obrigada.
Justin: Não tem por onde -ele riu-
Maya: Sério, obrigada mesmo. Eu estou bêbada e indefesa, você podia fazer o que quiser comigo. Na verdade qualquer um faria, mas você não. Obrigada de verdade. -ele apenas assentiu e sorriu saindo do quarto. Depois de minutos Maya já estava dormindo.









Continua...

"Never let me go - 1° Capítulo"

quarta-feira, 12 de junho de 2013


"O fantástico da vida é estar com alguém que sabe fazer de um pequeno instante um grande momento"







Finalmente era sexta-feira. Não aguentava mais ouvir a senhorita Booker falar mais sobre a importância da biologia. Avistei meu Miata vermelho no estacionamento, um presente do meu pai, antes que ele fosse para Londres. Joguei meus livros no banco do passageiro, girei a chave e sai do estacionamento. Cheguei em casa e mal abri o portão da garagem já comecei a me estressar. A vadia tinha ocupado a garagem inteira com o carro dela. Fechei o portão e estacionei mesmo em frente a garagem. Desci do Miata com meus livros empilhados tentando achar um ponto de equilíbrio, cambaleando para poder abrir a porta. Entrei e joguei os livros no sofá e fui atrás de Hope para reclamar com ela.

Maya: Porque você ta usando a garagem inteira para guardar seu carro, vadiazinha?
Hope: Calma aí, esquisitona. Ta estressadinha?
Maya: Tirando minha vontade de dar uma na sua cara, nem um pouco. -Meu nível de ironia estava ultrapassado-
Hope: *Gargalhou* E quem é que vai me bater? Você?
Maya: Você sabe que eu posso, não sabe?
Hope: Mãããããããe -Ela gritou fazendo voz de manhosa-

Eu já havia dito para Hope parar de chamar MINHA mãe de mãe, porque cada uma tinha a sua e eu não estava nem um pouco afim de dividir a minha com ela.

Katherine: O que foi Hope? -Minha mãe desceu as escadas assustadas-
Hope: Maya está me ameaçando. Disse que ia me bater.
Katherine: Filha, se comporte por favor. E vão se arrumar, porque daqui a pouco nós vamos na casa do Pastor. Hoje é aniversário dele.

Subi as escadas e bati a porta do meu quarto com força prendi meus cabelos e me joguei na cama, peguei meu celular afim de passar uma mensagem para Zoe, minha melhor amiga desde meus 4 anos de idade.

-Minha mãe vai me obrigar a ir no aniversário do pastor. Você não quer ir?
-Agora? Impossível! Também fui obrigada a levar meu gato ao veterinário, posso com isso? '-'
-Ok, tudo bem então. Boa sorte com o gato.
-E você com o Pastor.

 
Soltei meus cabelos e entrei no banheiro. Tomei uma ducha bem quente e lavei meus cabelos com muito cuidado. Saí do banho e escolhi um vestido bonito que eu tinha guardado no armário e que quase nunca era usado, sequei rapidamente meus cabelos com o secador, de forma que eles caiam sobre meus ombros com longos e delicados cachos. Passei um batom um pouco claro e me olhei no espelho. Não estava tão mal assim.
Quando chegamos na casa do Pastor ele nos recebeu ao lado de sua nova esposa. A sua esposa falecida havia morrido fazia mais ou menos uns dois anos e quando ele encontrou aquela mulher disse que foi Deus que havia a enviado para ele e se casou com ela. A casa estava cheia e eu não sabia o que iria fazer ali, sozinha, sem Zoe. Não era novidade pra ninguém que a única amiga de minha idade que eu tinha era ela. E minha outras "amizades" eram algumas velhinhas, nossas vizinhas que participavam do clube do livro com a minha mãe. Acompanhei minha mãe pela entrada quando ela e Robert conversavam com o pastor

Pastor: Sua filha é muito linda -ele disse se referindo à Hope. Ele não nos conhecia porque nunca íamos até seus cultos-
Katherine:Não, não -minha mãe olhou pra mim e sorriu constrangida - Essa é minha enteada Hope, mas é como se fosse minha filha -minha mãe abraçou ela, e não havia jeito de me sentir melhor com isso, sendo a segunda opção-
Pastor: Me desculpe, mas sua filha também é bem bonita -ele olhou para mim- Maya não é mesmo? -eu assenti- Ok, vamos pegar algo para vocês comerem

Nós fomos até a cozinha e a casa realmente estava muito cheia. O pastor nos ofereceu algumas coisas para comer e eu apenas aceitei o refrigerante. Enquanto conversavam, a mulher do pastor me levou a sala, onde estavam todos os adolescentes dançando com a música um pouco alta. Eu sentei-me no sofá e apenas fiquei observando. E lá nada de interessante também. As mesmas pessoas da escola estavam lá. Não era atoa quando minha mãe dizia que que toda a cidade adorava o pastor, principalmente os que participavam do grupo dos jovens. Eram sempre as palavras da minha mãe. De repente começou a tocar uma música que eu gostava muito, e o ritmo foi invadindo o meu corpo e eu comecei a mexer meu pé. Fiquei observando pra ver se ninguém prestava atenção em mim e era obvio que não. A não ser por um cara, que parecia ser mais velho do que os que estavam ali. Meu olhar se encontrou com o dele e eu abaixei minha cabeça e arrumei a saia de meu vestido afim de disfarçar a minha vergonha e instantes depois quando eu levanto a minha cabeça ele não está mais lá. O que eu achei? Que ele estava interessado em mim? PRUFFF, besteira.

- Oi - me assustei e quando olhei para o lado o cara estava sentado ao meu lado
Maya: Oi, quem é você?
-Muito boa essa música, não é mesmo- ele ignorou a minha pergunta -Você gosta deste tipo de música?
Maya: Gosto, mas quem é você?- perguntei um pouco assustada
-Pois é, eu também gosto. Quer dançar?- Ele se levantou e estendeu a mão para mim
Maya: Primeiro:Quem é você? Segundo: Eu não sei dançar e terceiro: Quem foi que te pagou para você zoar com a minha cara?- perguntei irritada
-Zoar com a sua cara?- ele se fez de desentendido
Maya: Por favor, todos nós aqui sabemos que ninguém desta sala gosta de mim, muito menos que iriam me chamar pra dançar. Ainda mais um cara como você- disse como se fosse óbvio
-Um cara como eu?-
Maya: Ah... você sabe...- ele balançou a cabeça negativamente -Esquece.
-Vem logo

Ele me puxou pela mão. Na mesma hora a música acabou e começou a tocar uma com a ritmo mais devagar. Olhei e fiz uma cara de tipo "Que pena, a música acabou. Tchau". Mas ele novamente balançou a cabeça negativamente e colocou suas mãos em minha cintura e passou meus braços pelos seus ombros. Ele começou a fazer movimentos lentos e eu estava completamente perdida. Ainda queria saber quem era aquele cara. Ele percebeu o quanto eu estava perdida, e fez com que eu pisasse em seus pés, para eu acompanhar seus movimentos. Juro que se Zoe estivesse aqui, riríamos disso e quando isso era clichê.

Maya: E agora, posso saber meu nome?
-Hum... Acho melhor não. Não por enquanto.
Maya: Pelo menos posso saber sua idade?
- Se você for uma boa menina, talvez eu te conte.

Ok, aquilo era realmente ridículo. Eu estava dançando com um cara e nem poderia saber o nome dele. Ele me puxou mais pra perto e me abraçou. A música era do tipo daquelas música melosas que eu não gosto nem um pouco e aquela situação estava me deixando um pouco desconfortável

Maya: Acho que vou me arrepender disso. Não estou certa?
-Provavelmente- e o silêncio prevaleceu durante mais ou menos um minuto -21...
Robert: Maya, vamos. Sua mãe ainda tem que passar na casa de sua vó para ver se ela está bem- Robert me puxou pela mão e eu nem se quer tive tempo de dizer tchau para o cara





Continua...

Never let me go

sábado, 25 de maio de 2013

Though the pressure's hard to take
 Embora a pressão seja difícil de aguentar
It's the only way I can escape
É o único jeito de escapar
It seems a heavy choice to make
Parece uma escolha dificil de se fazer



Aos 17 anos, Maya Becker, que ainda mora com a mãe, se vê em um inferno, quando sua mãe se casa pela segunda vez com um homem, Robert Lauren, do qual Maya não gosta. Hope Lauren, filha de seu padrasto, tem 16 anos, é líder de torcida, muito popular e estuda na mesma escola que Maya, sendo obrigada a conviver com a garota e com os insultos nada gentis em relação a ela. Maya tem um perfil do tipo anti-social, assim como sua melhor amiga, Zoe Scherr. Elas passam praticamente todos os fins de semana em casa, assistindo um filme e por sinal, irritando a "meia irmã" de Maya. Mas certo dia, elas decidem fazer algo diferente, e saem no sábado a noite para uma festa de um dos garotos da escola, no qual é jogador do time de futebol e namorado de Hope. É aí, que Maya conhece Justin, um cara de 21 anos e muito misterioso.